Ideias e liberdade


    Estatizar o Futebol?

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    Conhyrad

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    Estatizar o Futebol?

    Mensagem por Conhyrad em Qua Fev 05, 2014 2:19 pm

    Recentemente eu estive me recordando de um dia, no começo de julho do ano passado, em que eu me encontrei com alguns amigos, em algum local que eu me lembro somente do fato de que havia uma televisão ligada. Naquela época os protestos ainda tinham pouco tempo de existência, cerca de duas semanas, e estavam em declínio, mas ainda aconteciam quase todos os dias e naturalmente a televisão encontrava-se sintonizada em um canal que estava noticiando as manifestações.
    Enquanto alguns de meus amigos conversavam entre si, eu e um outro amigo prestávamos atenção no noticiário, e ambos notamos um cartaz que nos chamou a atenção, cartaz esse que era claramente um slogan e uma frase de efeito, feita para apelar à emoção de quem o lesse:

    "Os Professores deveriam ganhar um salário de um deputado, e ter o prestígio de um jogador!"

    Nós dois nos olhamos e fizemos leves comentários, que não vêm ao caso, e depois de uma conversa eu o questiono sobre sua opinião quanto à frase, que prontamente me responde e argumenta, para o meu espanto e delírio intelectual.

    Ele me disse, em tom bem sério, que o futebol, a CBF, e todos os clubes deveriam pertencer, em suas totalidades, ao Estado. Seu argumento era que o salário dos jogadores é exorbitantemente exagerado, desproporcional e injusto. Tal salário oprime a população em geral, que se cansa, trabalha duro e ganha uma quantia miserável que mal dá para sustentarem suas famílias, enquanto o jogador bate uma bolinha aqui e ali, se diverte, vai á festas, sempre no camarote, bailes funk, vivem cercados de mulheres belas e ganham um salário que algumas vezes equivale ao salário de 10 anos de um trabalhador comum.
    Sua solução para isso era simples: Estatizando-se os clubes de futebol, o Estado teria o poder de estipular um salário máximo a ele, salário esse que o governo julgaria ser o mais justo para o atleta.

    Outro argumento usado por ele era que o futebol é o pão e circo do brasileiro médio, é o ópio do povo brasileiro, que só serve para distrair a população de assuntos mais importantes, como (o que eu chamo de "A tríplice protestante") corrupção, saúde e educação, e é um instrumento, ao lado das novelas, de enfiar goela abaixo dos brasileiros entretenimento fútil, que não acrescentará nada para suas vidas e só serve para enriquecer a elite burguesa (Confesso que essa última palavra foi minha), através dos ingressos caros e dos patrocínios de grandes empresas, e também serve para imbecilizar culturalmente a classe baixa brasileira, tentando veementemente doutriná-la ao comodismo, a se acomodarem de serem meros trabalhadores que sustentam suas famílias, geralmente compostas por mais de 4 filhos, o trabalhador e a mulher (que provavelmente exerce alguma profissão), a se acomodarem de trabalharem duro e serem explorados pelos empresários e patrões ricos que vivem andando em seus iates e frequentando restaurantes caros, enquanto o trabalhador se contenta com o futebol e a cervejinha nas quartas e nos finais de semana. Para ele, tal coisa deveria parar, e, através do controle estatal direto, isso deixaria de acontecer aos poucos.

    Pouco depois ele se contradiz: Os ingressos são muito caros e elitizam o esporte, só permitindo que a classe média alta e a classe alta, a elite econômica do país, frequentem os estádios e tenham a alegria de verem seus times jogando.
    Embora ele não tenha dito nada disso, eu já ouvi muitos por aí dizendo que os clubes de futebol são empresas privadas mercenárias que vivem sentadas em pilhas de dinheiro que usam para pagar excessivamente os jogadores, dinheiro esse que, se pertencesse ao Estado, poderia ser usado para construir hospitais e escolas, aumentando a qualidade de vida do país.

    Ao longo deste artigo eu irei mostrar as falácias dessas afirmações, e  exporei minhas opiniões acerca delas.

    Começarei com a questão do salário dos jogadores de futebol ser, supostamente, exorbitantemente exagerado e injusto.
    Existem milhares, talvez dezenas de milhares, de jogadores de futebol nesse imenso país, e apenas uma parcela ínfima deles ganha uma quantia considerável como salário, enquanto que a maioria está em clubes pequenos, recebendo salários pequenos, e com uma performance, digamos, medíocre ou ruim.
    Para entenderem bem o meu raciocínio, explicarei detalhadamente como os clubes de futebol funcionam e ganham dinheiro.
    O clube não tira o dinheiro que usa de árvores paradisíacas que tem como fruto cédulas de dinheiro, e também não tiram todo ele da parcela que recebem dos ingressos dos estádios em que jogam. A maior parte do dinheiro que o clube recebe vem de duas coisas bem relacionadas (diria até que são iguais): publicidade e patrocínio. Quando vocês ouvem na televisão frases como "...patrocinadora oficial da...", não se deixem levar ao engano (eu sinceramente espero que vocês, quando não mais crianças, não tenham em momento algum cogitado pensar isso) de que essas empresas dão dinheiro, patrocinam, o assunto, evento, ou seja lá o que for nesse comercial. Elas dão dinheiro em busca de dinheiro.
    Eu lhes desafio a fazer a seguinte coisa: procurem qualquer uniforme, de qualquer ano, de quase qualquer clube, brasileiro ou não, e me respondam a pergunta: Vocês encontraram o (a) nome/marca/logotipo de alguma empresa, instituição ou organização? Em 99% dos casos, e isso porque muito provavelmente haverá alguma exceção, em algum lugar desse gigantesco, embora minúsculo na escala universal, planeta, a resposta será a seguinte: 'Sim, Conhyrad, eu encontrei o logotipo da xxxxxx!'. Agora eu faço-lhes outra pergunta, um pouquinho mais complicada: Por que as empresas que patrocinam os clubes ganham um lugar na camisa de seus respectivos times? Uma simples frase servirá como resposta. Dar maior visibilidade para a marca e atrair potenciais compradores do produto/serviço que elas oferecem, gerando um potencial lucro.
    Então, recapitulando: O clube fecha acordo com empresas que darão dinheiro ao clube em troca de uma 'vaga' nas camisas do time, o que lhes dará mais visibilidade a possivelmente atrairá um público consumidor, gerando lucro. O clube recebe grande parte de seu dinheiro dessa forma, dinheiro esse que será usado para contratar melhores jogadores, pagar seus salários, assim como o de toda a equipe técnica e administrativa do clube.

    Agora você pode estar se perguntando: "Mas e porque os clubes se esforçam tanto pra se darem bem em competições? Porque eles não jogam uma vez ou outra bem, uma vez ou outra mal, sem se importarem, já que estão exibindo as marcas e logotipos das empresas patrocinadoras e, em troca, estão recebendo patrocínio por isso?"
    Por um simples motivo: Clube que perde partidas, perde prestígio, reconhecimento e cai de divisão, atraindo demasiadamente menos visibilidade às empresas que o patrocinam.
    Então, pra se manterem o máximo possível perto do topo, atraindo mais visibilidade ao clube e aos patrocinadores, os clubes contratam melhores jogadores que levantarão a qualidade em campo do clube, aumentando o prestígio, reconhecimento e atraindo atenção indiretamente aos seus patrocinadores. Funciona basicamente como uma empresa privada comum, que visa o lucro, só que na área do entretenimento.

    Retomando ao assunto dos salários, e já tendo explicado como funcionam os clubes, podemos chegar a seguinte conclusão: Poucos jogam tão bem como, por exemplo, um Pelé, Ronaldo 'Fenômeno' ou Neymar, jogadores esses que tinham ou tem uma capacidade em campo reconhecível que faz os clubes em que eles estão presentes terem um pico de qualidade em campo, demonstrando resultados superiores nas partidas e, como consequência, atraindo mais visibilidade aos patrocinadores do clube em que estão. É a famosa lei da oferta e da demanda novamente, poucos tem essa habilidade e muitos querem pagar por essa habilidade, o que faz com que eles sejam supervalorizados, pois os clubes temem que os jogadores possam simplesmente quebrar o contrato e ir para um clube rival que esteja oferecendo melhor pagamento a ele.

    Irei fazer uma analogia, para demonstrar o quão semelhante é um clube a uma simples empresa que produz ou fornece serviços:

    O empresário, em busca de lucro, contrata aqueles que tem melhor capacitação, melhores habilidades e que produziriam mais, trabalhadores esses que alugam suas habilidades ao patrão, em troca de poderem produzir usando os meios de produção que o empresário possui para isso, recebendo um salário pela sua habilidade de produzir. O empresário então recebe o lucro, em troca de tudo isso.
    O presidente do clube de futebol, em busca do lucro, contrata os jogadores que são melhores em campo e que têm maior performance, jogadores esses que alugam suas habilidades ao clube, em troca de poderem jogar, e usam o time, o estádio, o clube, etc, que o presidente do clube preside para isso, e então jogam bem (ou mal) e recebem um salário advindo do patrocínio de empresas. O presidente, assim como todos do setor administrativo do clube, recebe o lucro, o que sobrou do patrocínio.

    Aí você pode acabar pensando no seguinte dilema: "Por que os trabalhadores recebem a fama de oprimidos, e os jogadores não?". Não é conveniente pra esquerda marxista reconhecer tal coisa. Eles ignoram a simples lei da oferta e da demanda e, com isso, não conseguem entender nada da Economia. E, embora muitos concordem e sejam esquerdistas, os mais radicais desprezam os artistas pois eles não produzem nada, só servem para enganar o povo e inventar entretenimento fútil. Assim como muitos da esquerda marxista desprezam e odeiam qualquer um que ganhe bem, pois, na visão deles, quem ganha bem, rouba de alguém.
    Ambos (o trabalhador e o jogador) recebem uma quantia considerável do que produzem, mas o jogador acaba recebendo muito mais que o trabalhador pois seu talento, sua habilidade é muito mais rara no mundo do que a de um trabalhador braçal, ou mesmo um trabalhador com nível técnico, e, em muitos casos, um com nível superior de ensino.
    Os clubes são empresas privadas e, assim como elas, elas pagam o que elas e os jogadores quiserem e concordarem, em contrato.

    Outra afirmação feita pelo meu amigo foi sobre os ingressos absurdamente caros aos estádios.
    Os ingressos são sim, caros, mas isso não quer dizer que ninguém de classes mais baixas frequenta aqueles lugares. Isso é uma falácia de forma disfarçada. A quantidade de gente 'pobre' que mora nas favelas e vai aos estádios com certa regularidade (não todo jogo, ou todo mês, mas algo, por exemplo, de 2 em 2 meses) não é brincadeira. Além do fato de que integrantes de torcidas organizadas muitas vezes são contemplados com ingressos gratuitos pelas diretorias de seus respectivos clubes (embora isso esteja em risco por causa de recentes conflitos violentos entre torcidas organizadas). As pessoas geralmente poupam e juntam dinheiro para, depois de um tempo, comprarem ingressos para assistirem aos jogos de seus times prediletos. Eles fazem esse esforço pois se sentem encantados e entretidos ao verem seus times jogarem (bem). Mas, independente do time ter tido uma performance boa ou ruim, muitos acreditam que foi muito caro, mas valeu a pena presenciar tal momento de alegria e euforia. Elas pagam esses ingressos sabendo que estão ajudando a sustentar os seus clubes, cientes de que parte desse dinheiro será usado para pagar uma parcela do salário do jogador, que o torcedor muitas vezes 'idolatra', por falta de palavra melhor.

    As pessoas se esquecem que as outras pessoas também querem se divertir, querem se entreter, querem esquecer por alguns poucos momentos as desavenças da vida e do dia a dia, e pagam caro (dinheiro) por isso. Muitos se incomodam pelo dinheiro que não é delas. Claro, seria melhor se os preços de tudo fossem mais baratos, mas, se uma pessoa quer comprar algo caro, contra qualquer raciocínio lógico, e puramente por sentimentalismo, sabendo os prós e contras de uma decisão e mesmo assim tomando-a, porque deveríamos nos incomodar com isso? Afinal, foi decisão da pessoa em si.

    Um outro ponto de vista sobre o trabalho dos jogadores pode perceber que eles estão lá para entreter as pessoas, como qualquer outro 'integrante' de uma modalidade do entretenimento, e é paga por isso e pra isso. Muitos gostavam de ver o Pelé jogar, e pagavam caro por isso, dinheiro que era usado para então pagar o Pelé por jogar, por exemplo.

    Quanto a questão do pão e do circo, qual o problema de existir a possibilidade de as pessoas fugirem de seus problemas temporariamente através do entretenimento? Isso pode ser usado pelo governo, como foi pelo Império Romano, que organizava festivais de circo para entreter a população e dava-lhes pão para saciar suas fomes, em uma tentativa de tirar a atenção dos romanos dos problemas públicos, mas também poderia ser usado pelo Estado moderno, com o mesmo intuito, e também por uma conspiração que englobaria a mídia, os clubes de futebol e demais setores de entretenimento e os grandes empresários, com uma pitadinha de governo. Essa conspiração seria a que muitos acreditam estar acontecendo, com toda essa turma ativamente trabalhando para acomodar as pessoas a trabalharem mais.
    Muitas pessoas se incomodam com o que outras pessoas escolhem fazer com seus tempos livres. Eu já me cansei de ver e ouvir esquerdistas reclamando que os trabalhadores escolhem passar o tempo livre bebendo cerveja e assistindo a partidas de futebol, argumentando que isso é armadilha da elite para acomodar os trabalhadores ao trabalho árduo. Mas, qual seria a alternativa que eles proporiam? Eu não tenho muita certeza quanto a resposta para essa pergunta, mas tenho duas alternativas: Gastar o tempo livre trabalhando e produzindo algo 'útil'; Ou estudando mais, para serem mais bem capacitados e produzirem mais. Nota-se a hipocrisia.
    Há um outro problema aí, tirando a hipocrisia. Os trabalhadores podem sim escolher fazerem uma dessas duas alternativas, assim como uma outra alternativa, que é gastar o tempo livre em entretenimento e diversão. Esse pessoal que faz essa confusão toda quer, através de frases e palavras mansas, eufemismos e imposição da famosa luta de classes, dificultar que o cidadão comum escolha se divertir ao invés de produzir mais, restringindo a liberdade alheia.
    Ora, se o trabalhador escolhe poupar dinheiro para ir assistir seu time favorito jogar em um estádio, ao invés de poupar dinheiro para pagar um curso de capacitação, o "problema" é do trabalhador, que escolheu fazer isso, e não se capacitar mais para então ganhar um maior salário.

    Tendo tudo isso em mente, irei imaginar agora um cenário em que o futebol foi estatizado. Eu farei dois pontos principais de argumentos:

    1 - Futebol é entretenimento


    Futebol é pão e circo, de acordo com muitos por aí, e futebol é entretenimento, então, por via de regra, entretenimento é pão e circo, e em todos os setores do entretenimento existem profissionais que ganham muitíssimo bem, e exercem bem suas carreiras.
    Já que por esses motivos o futebol foi estatizado, porque não o resto do entretenimento, como os demais esportes, cinema, literatura, shows, programas e apresentações de comédia e humor, ou até também de música, assim como os famosos circos?
    Podemos ir até um pouquinho mais longe: Sabem aqueles desenhos animados que geralmente passam de manhã nos canais abertos? Vamos estatizá-los também, afinal eles estão distraindo as crianças de seu principal objetivo, que é estudar. Ou pelo menos queremos que esse seja o objetivo delas. Vamos obrigá-las indiretamente a fazer isso, ao invés dos pais ou elas mesmas escolherem o que irão fazer? Parece uma boa ideia.
    Mas não dá pra estatizar só a um pouquinho da manhã de todos os canais, então, para termos o controle desses canais e protegermos nossas crianças desde cedo dos males do consumismo e do comodismo, vamos controlar a mídia diretamente, ditando o que ela pode ou não pode exibir para as crianças de manhã. Porém há um probleminha: Crianças não ficam acordadas só de manhã e dormem no resto do dia. Vamos controlar e censurar ao máximo as exibições grosseiras e que influenciariam mal a nossa juventude, independente de horário.

    Com tanto poder nas mãos assim, censurar jornais, rádios e telejornais estaria a um degrau distância.

    2 - Clubes sustentados por impostos e salários baixos a jogadores ótimos


    Tudo que pertence ao Estado é sustentado pelos impostos arrecadados da população do país.
    Então, sabendo disso, é correto afirmar que os clubes de futebol seriam sustentados pelos impostos dos brasileiros. Mas há um problema aqui: Os brasileiros não torcem todos para o mesmo time. É compreensível que os clubes seriam administrados captando recursos da esfera municipal, mas eu tenho sérias dúvidas quanto a vontade de um flamenguista de sustentar indiretamente o clube de seus rivais, como Vasco e Fluminense, por exemplo. O mesmo se aplica a todos os times e todos os seus torcedores.
    Claro, os patrocínios provavelmente continuariam mas, se os clubes dependessem somente dos patrocinadores, mesmo depois da estatização, essa teria sido completamente inútil, então muito provavelmente haveriam certas restrições para essa prática. Com isso, os clubes seriam sustentados por verba pública, patrocínios limitados e pelos ingressos, que com certeza teriam o preço bem mais inflado do que já é atualmente, e aí sim a emoção de ver o seu time jogando seria algo exclusivo da elite. Caso contrário, as manutenções dos estádios e todo o resto seriam sustentados pelo governo, a não ser que os estádios continuem sendo privados e administrados por outras empresas.

    Mas, depois de tudo isso, há um outro efeito colateral: Muitos esportistas de boa qualidade fugirão em massa do país, devido ao baixo salário estipulado pelo governo, e em busca de melhores clubes que pagariam um salário maior a ele no exterior. Isso causaria com que o desempenho dos times brasileiros caísse drasticamente, removendo grande parte da alegria de seus torcedores que então procurariam refúgio em outros setores de entretenimento mas, como deixei explícito no primeiro ponto, esses também pertenceriam ao governo.

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    Após toda essa longa explicação, quero ressaltar o fato de que grande parte, se não a maioria, dos jogadores de futebol que jogam ou jogavam (bem ou mal) começaram pobres, em favelas, e tiveram suas vidas melhoradas após descobrirem que tem certo talento nessa área, e seguiram carreira. Isso dá esperança a algumas crianças pobres que praticamente nasceram chutando uma bola de futebol, e não há pra que impedí-las de tentarem perseguir esse sonho.

    Por último, deixarei aqui uma frase que escrevi em um outro artigo:

    Essas são questões complicadas, que não serão resolvidas com respostas simples.


    PS: O encontro com meus amigos, descrito no primeiro parágrafo deste texto, é fictício, mas a conversa sobre o cartaz de fato ocorreu, embora ele não tenha dito tudo aquilo e tivesse sido bem mais simples e 'compacto'. Os argumentos que eu atribuí a ele foram argumentos que reuni de várias pessoas diferentes, que conheço e não conheço, artigos na internet e comentários de facebook. Os três primeiros parágrafos são baseados em conversas reais que tive, mas não são inteiramente verdadeiras.

      Data/hora atual: Ter Jun 19, 2018 4:46 pm